Tudo começou onde já havia começado..
Resolveu não olhar mais para trás, nem mesmo quando estivesse sentada no quintal olhando o céu estrelado a sua frente, sabendo que no céu atrás também havia estrelas.
O seu começo foi em 1993, e quando leu Mario Quintana também quis que em sua lápide fosse desenhada a cruz na frente da estrela.
"Boa Tarde Senhorita, fique a vontade para deitar ou se sentar, o aparelho de neurotron será colocado em 15min. Atrás de você fica um monitor com números de 1 a 9 para ajustar a frequência. Recomendamos para a primeira sessão que coloque no 3, Basta fechar os olhos e relaxar! Boa Regressão!"
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A paisagem era agradável: cachoeira, matagal, uma escada para uma pedra alta e o barulho da água correndo e dos passarinhos cantando.
Segurava uma vassoura nas mãos e a cada degrau que subia, um problema varria. Quando chegou no topo da pedra, os degraus estavam limpos, a paisagem continuava agradável, mas o barulho parou. O som que escutava era de seu silêncio interior.
Segurava uma vassoura nas mãos e a cada degrau que subia, um problema varria. Quando chegou no topo da pedra, os degraus estavam limpos, a paisagem continuava agradável, mas o barulho parou. O som que escutava era de seu silêncio interior.
Enquanto seus neurônios pulsavam, uma música de fundo começou e encontrou um tapete vermelho. Esticou-o na escada e um corrimão nela colocou.
Orgulhosamente, quando descia a escada, levantou as mãos e de bunda por ela escorregou.
Deu risadas. Risadas por simplesmente não ter utilizado o corrimão. Correu...
Quando mais corria, mais o campo se abria, parou frente a um abismo, olhou para baixo: um campo de girassol.
Não pensou que era um passarinho, mas mesmo assim voou.
Foi um tombo confortavelmente amortecedor.
Corria... Corria.. Corria...
Correu tanto, que só parou quando já estava bem longe do aparelho de neurotron.