Deixou de ser Nome Sobrenome
para ser vento e sol sem nome
A morte
que ainda não veio
dói mais
do que a que veio.
A morte que é esgotamento,
a que é traição de pensamento
morte crua
na pele, carne e osso. Que dói!
Hoje a casa é bonita
têm música
família, canções alegres
batida
dor e até bate boca
de fazer chorar.
Mas continua vivo.
Têm coisas que dói mais que corte profundo
mais do que desentendimento desnecessário
tem coisas
que só voltando a ser o que eram.
Via vertigens,
e mal sabia o que era.
Via virgens
e bem sabia que era.
Via as vias
e continuava intacta.
Criava água,
mantinha-se em casa
enchia o peito
de coração fazia a prece
ao sol
pedia proteção
cheiro e poema.
Era mais que um dilema,
essa falta de esquema.
Sentia falta de Jurema,
mas quem era a tal
que de rima
nem a parte de cima.
Era ela mesma, Jurema.
Na varanda, flôr de liz
cachoeira
sim
de ti, uma aprendiz.
Não tinha pronome que coubesse
nem sobrenome que pusesse.
Era de nome eu estou
de sobrenome a esperar.
Vida bonita
que acompanha a revivência
peço que cedo não vá embora
que a dor se cale
e não tardar
à vida volte.
para ser vento e sol sem nome
A morte
que ainda não veio
dói mais
do que a que veio.
A morte que é esgotamento,
a que é traição de pensamento
morte crua
na pele, carne e osso. Que dói!
Hoje a casa é bonita
têm música
família, canções alegres
batida
dor e até bate boca
de fazer chorar.
Mas continua vivo.
Têm coisas que dói mais que corte profundo
mais do que desentendimento desnecessário
tem coisas
que só voltando a ser o que eram.
Via vertigens,
e mal sabia o que era.
Via virgens
e bem sabia que era.
Via as vias
e continuava intacta.
Criava água,
mantinha-se em casa
enchia o peito
de coração fazia a prece
ao sol
pedia proteção
cheiro e poema.
Era mais que um dilema,
essa falta de esquema.
Sentia falta de Jurema,
mas quem era a tal
que de rima
nem a parte de cima.
Era ela mesma, Jurema.
Na varanda, flôr de liz
cachoeira
sim
de ti, uma aprendiz.
Não tinha pronome que coubesse
nem sobrenome que pusesse.
Era de nome eu estou
de sobrenome a esperar.
Vida bonita
que acompanha a revivência
peço que cedo não vá embora
que a dor se cale
e não tardar
à vida volte.
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