-Embora? Pra onde? Há ainda mais mistérios?
-Ô se há.

Não pedi e veio.
Não pedi e foi.

Como foi feio, tão sem cheio de graça,
chegaste e pegaste um pedaço de mim
e sem licença foi retirando pedaços de luz.

Agora moço, se me diz que choveu por esses dias
concordo, presto atenção no céu.
Mas se uso roupa, sapato e mochila
guarda-chuva eu não descarto,
e nem a chuva.
Deixaste em mim uma lama,
que logo vira barro, lama seca.

Somos agora, frutos de árvores diferentes comidos pelo mesmo bicho.

Ofereço-lhe água e sinceridade.

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